Embrazando com Gaab

Embrazando com Gaab

0

Depois de uma semana movimentada na Rádio Nova Metrô com a presença de Ferrugem e o grupo Vou Pro Sereno, encerramos com mais um artista que está em alta no país. O cantor Gaab participou do programa Embrazando e conversou com Guilherme LK e Bruna sobre a carreira, a influência do pai, o cantor Rodriguinho, em sua vida e os próximos projetos.

Como é ter nascido dentro da música? Eu não sei como é não nascer dentro da música. É minha vida. Muita gente também me pergunta como é ser filho de famoso. Eu gosto, me facilitou em várias coisas. Eu ouço música desde pequeno, lembro do meu tio e meu pai dentro do estúdio.

Como foi a tua infância? Tinha muita pressão? É, eu lembro que o motivo de eu ir morar nos Estados Unidos foi essa parada. Era muito “filho do Rodriguinho” pra cá, “filho do Rodriguinho” pra lá. E quando você é criança isso é muito perigoso, você tá crescendo, tá se tornando alguém. Eu fui com 12 anos pra lá.

Existia muita cobrança no início da carreira por ser filho do Rodriguinho? A cobrança acredito que seria maior se eu cantasse pagode. Como eu vim de outro segmento, não existia tanta. Muita gente não sabe que eu sou filho do Rodriguinho. As pessoas passaram a descobrir descobriu que a gente gravou “O legado”.

Por que não seguiu o estilo do seu pai? Meu pai não houve pagode, mesmo sendo pagodeiro. Algum dia ele tá lá, bota tocar um Fundo de Quintal, houve cinco CD’s deles e dali dois meses ouve outra coisa parecida. Então eu cresci ouvindo o que ele escutava. Meu pai ouve muito black, rap, rock. E depois morando nos Estados Unidos acabei pegando isso também.

Qual é teu estilo? Como tu define o Gaab? Complicado. É um som gostoso. Não dá para chamar de estilo Gaab, porque  tem referência de tudo. Tudo que eu criei, eu tirei de algo e fiz a minha parada. Do meu jeito. Mas tem muita referência de pagode, de black, de funk. Então, só fiz do meu jeito.

Tu lembra qual foi tua primeira composição? Foi louco, eu morava nos Estados Unidos. O Thiaguinho tava em escolha de repertório e eu falava com ele direto. Aí mandei uma música pra ele, do nada, pedindo pra ele ouvir o som. Aí ele curtiu, mas não falou nada. Meu pai era o produtor dele na época, hoje é ele e o Prateado. O Thiago foi no meu pai na reunião e disse que queria gravar ela, mas nem falou que era minha música. Aí meu pai estranhou, porque já tinha me ouvido cantar. “Já não dá” é o nome da música. Então ele gravou essa e o Thiago me disse que ia entrar pro repertório e que era pra eu escrever mais músicas se eu conseguisse. Escrevi “Pra que viver nesse mundo” e “Moda”. Foi em 2014. Isso me encorajou muito. Pensa você com 14 anos e Thiaguinho gravar música sua.

Como aconteceu tua entrada no Funk? E a música “Tem Café”? O MC Livinho procurou meu pai, pegou a banda do meu pai e fez um CD black de todas as músicas que ele tinha. Eu fui nesse dia. E o Livinho simpatizou comigo, a gente começou a conversar e um dia ele me ligou. O meu som era algo que eu já queria fazer, mas quando eu tava com meu pai a galera meio que barrava. E o funk foi meu maior canal, foi onde me receberam. E eu quando faço música, faço álbum. Então eu fiz várias, fui guardando e depois selecionei. Chamei o Hariel e eu e o DJ LK produzimos o álbum juntos. O Hariel acabou gravando comigo “Tem Café”. Fizemos o clipe, soltamos no YouTube. Mas a gente não imaginava que ia chegar a proporção que tomou. A partir dali criei coragem pra soltar as minhas músicas. Soltei “Cuidado” logo depois, com medo porque o GR6 é um canal de funk. Mas vem dando certo.

A música que seu tio gravou, “Na nossa sala”, tu compôs? Sim, eu e meu tio. Teve uma época que a gente escreveu umas 20 músicas. Foi um fase. Tanto que nunca mais escrevemos nada depois disso. A gente tava focado em realidade. Eu reclamava com meu tio que a galera escrevia muita música que falava de amor, mas nada específico, palpável. Era paixão menos detalhada. Aí falei que a gente tinha que botar bastante detalhe. E foi o caso de “Na nossa sala”. Ela não fala muito de amor, parece que ela tá conversando com outra pessoa.

Qual foi teu último lançamento? Foi “Samba”, com o meu pai e Luccas Carlos.

Tem alguém que tu gostaria de gravar junto? Eu acho muito relativo essa parada de gravar. Pra eu chamar alguém pra gravar eu tenho que ter uma sintonia, tem que ser além de curtir o som. Eu acho que assim funciona mais. Chamaria Marília Mendonça, gosto muito dela e das composições.

Tem DVD vindo? Sim, já tá tudo organizado. Vamos gravar dia 26 de julho em uma casa de São Paulo. É uma mistura. Meu pai tá lançando álbum novo, eu também. Aí a gente juntou músicas de todos esses trabalhos. Vai ter a participação do Ferrugem, Thiaguinho, Péricles, Lucas Morato e outros. É uma parada até pra fazer show junto mesmo, que não tava acontecendo. Contratavam eu e meu pai pra estar na mesma casa, mas cada um fazia seu show.

Como é voltar para Porto Alegre sendo o Gaab? É mágico, meio louco. Do nada eu tava ali, mas cantando com meu pai. E agora eu ainda tô ali, mas levando o meu som. É diferente.

Como tu te sente com o carinho do público gaúcho? Achl que isso não é só comigo, mas todos os artistas sentem isso. Porto Alegre é onde você vê que seu trabalho vai acontecer. Porto Alegre é um termômetro. Quando você começa, vem pra Porto Alegre. Meu pai falava isso há 20 anos atrás, a primeira cidade que ele fez show fora de lá foi aqui. Em Porto Alegre o público ouve a sua música mais estourada, mas vai atrás das outras. Na hora do show sabe cantar todas. Aqui é diferente.

Compartilhar.

Sobre o Autor

Responder

Copyright 2015 | Desenvolvido por Falcon5M - Criação de Sites

background